Arquivo da categoria: Política | Cultura | Religião

Jean Wyllys no Mackenzie: Debate saudável?

Universidade presbiteriana cede aos modismos politicamente corretos?

FONTE: WWW.JULIOSEVERO.COM

Em seu debate intitulado “Diversidade Sexual e Liberdade Religiosa: Um casamento possível?” em 28 de fevereiro de 2013, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em parceria com sua chancelaria, convidou o deputado supremacista gay Jean Wyllys para tratar do tema diversidade sexual.
Jean+Wyllys+no+Mackenzie+2.JPG

Em sua apresentação de Wyllys, a universidade o descreveu: “Militante pelas liberdades civis, atuava nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Parceiro dos movimentos LGBT, negro e de mulheres. Participa de ação de combate à homofobia, à intolerância, aos fundamentalismos religiosos…”
Para que o debate não fosse 100% gayzista, o chanceler Augustus Nicodemus Lopes também convidou o Dr. Guilherme Zanina Schelb, membro do Conselho Diretivo Nacional da ANAJURE, do qual o próprio Nicodemus é presidente do conselho.
Na apresentação de Schelb, o Mackenzie destacou que o membro da ANAJURE ficou famoso internacionalmente como coordenador de alguns inquéritos, inclusive um denominado “Guerrilha do Araguaia”. Esse inquérito, de acordo com informações do Senado, foi para atender aos pedidos dos familiares de 68 guerrilheiros comunistas que morreram em combates aos militares brasileiros no início da década de 1970, no Araguaia. Esses criminosos lutavam contra o governo brasileiro a fim de implantarem no Brasil uma ditadura comunista.
Como se isso já não fosse suficientemente suspeito, Schelb já foi acusado de tentar fazer dinheiro com suas investigações, uma atitude que entra em choque com a ética cristã, ainda mais quando lucros são obtidos com a defesa de uma suposta imagem positiva de patentes criminosos comunistas.
Fora dessa esfera, ele é conhecido como “moderado”, seja lá o que for que isso signifique.
O Mackenzie não disponibilizou, até o momento, o conteúdo das falas de Wyllys ou Schelb, mas uma estudante da universidade presbiteriana, que assistiu pessoalmente ao debate, manifestou publicamente que adorou o discurso do supremacista gay, dizendo:
Jean+Wyllys+no+Mackenzie.JPG
(Twitter) De estudante do Mackenzie para Jean Wyllys: “Sou da Mackenzie e acabei de voltar do debate! Estou IMPRESSIONADA com a sua capacidade de debate e sua inteligência”.
Não se pode dizer, porém, que o Mackenzie foi a primeira instituição evangélica do Brasil a convidar um ativista gay para um debate. Essa “glória” insana pertence à Escola Superior de Teologia (EST) que em 2006 realizou um evento onde o participante mais famoso foi Luiz Mott, líder do movimento gay brasileiro acusado de defender a pedofilia. A EST pertence à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
Depois de Luiz Mott na EST e Jean Wyllys no Mackenzie, o que virá? Toni Reis na notoriamente esquerdista Universidade Metodista de São Paulo?
Enquanto estou tentando entender como a participação de Wyllys poderia representar algum benefício para o Cristianismo brasileiro ou para a própria universidade presbiteriana, leio no Twitter de Wyllys uma mensagem dele recomendando Ricardo Gondim, um famoso pastor progressista no Brasil, mas hoje enlouquecido pelas ideias da Teologia da Libertação:
Jean+Wyllys+recomenda+Ricardo+Gondim.JPG
(Twitter) De Jean Wyllys para Ricardo Gondim: Texto lindo do pastor (pastor de verdade, culto, sensível, progressista).
Outra mensagem de Wyllys recomenda descaradamente Paulo Ghiraldelli:
Jean+Wyllys+recomenda+pedófilo.JPG
(Twitter) De Jean Wyllys: Interessante contribuição ao debate. Você já leu este artigo de Ghiraldelli?
Ghiraldelli é um filósofo conhecido por defender publicamente a homossexualidade e a pedofilia.
Como é que uma universidade evangélica consegue convidar um ativista gay que recomenda um defensor da pedofilia? Além disso, como é que uma universidade presbiteriana consegue apresentá-lo como alguém ativamente envolvido no “combate à homofobia, à intolerância, aos fundamentalismos religiosos”? Não sentem nenhuma vergonha na cara?
Poderiam convidá-lo pelo menos para evangelização? Claro que sim. É obrigação de toda instituição que leva o nome cristão evangelizar os promotores de abominações, não promovê-los.
No caso de Wyllys, cuja formação ocorreu nas comunidades eclesiais de base, notórios vespeiros da marxista Teologia da Libertação, cabia à chancelaria do Mackenzie a responsabilidade de vetar, repudiar e rejeitar o espaço de publicidade ideológica gratuita para o notório supremacista gay.
Em 2010, a mesma chancelaria, sob pressão de tais supremacistas, removeu do site da universidade presbiteriana um manifesto anti-PLC 122 que estava postado ali desde 2007. Bastou que os supremacistas notassem e condenassem o manifesto (que fazia uma oposição suavizada à agenda gay), para que o chanceler do Mackenzie atendesse às ameaças dos birrentos ativistas homossexuais.
Na época, alguns calvinistas ligados ao Mackenzie me disseram que o manifesto fora removido porque a preocupação prioritária do Mackenzie é a “evangelização”. Mas não vi os mackenzistas saindo às ruas evangelizando os manifestantes. E o “combatedor da ‘homofobia’, da intolerância e dos fundamentalismos religiosos” não foi evidentemente convidado para ser exposto ao conhecimento técnico do Evangelho da salvação por meio dos teólogos calvinistas do Mackenzie — convite que ele prontamente rechaçaria.
Eu sofro a mesma pressão dos supremacistas gays para remover do meu blog os meus artigos e manifestos que denunciam o PLC 122 e a agenda gay. Pelo fato de que não cedo, sou alvo de todos os tipos de ações que visam censurar, bloquear e eliminar meus blogs por inteiro. Outros ataques vêm de esquerdistas evangélicos que se autodenominam apologetas ou calvinistas. Mas nem minha postura nem os constantes ataques e ameaças que recebo impedem a evangelização de jovens homossexuais, que fazem contato comigo pedindo socorro.
Do mesmo modo, estou certo de que se o Mackenzie não tivesse removido seu manifesto anti-PLC 122, não faltariam oportunidades de evangelização, inclusive dos próprios homossexuais e ativistas gays que estudam e trabalham na universidade presbiteriana.
Contudo, se o Mackenzie desta vez mudou de ideia e, em vez de evangelização, queria apenas “debate”, por que trazer Wyllys? Por que deixá-lo usar a universidade evangélica como “púlpito” para pregar suas perversões?
Não era melhor então trazer alguém mais capacitado?
Para um debate genuinamente cristão sobre as ameaças do ativismo gay na sociedade brasileira, o Mackenzie poderia ter convidado Silas Malafaia, cujas opiniões cristãs sobre homossexualidade valem muito mais do que milhões de palestras de Wyllys.
Entretanto, a crença de Malafaia em dons sobrenaturais do Espírito Santo como profecia, curas, milagres e línguas para hoje poderia desqualificá-lo para tal convite. Além disso, ele não tem o selo presbiteriano ou calvinista. Mas Wyllys tem tal selo? Tudo o que ele já fez mais proximamente disso foi dizer que “os calvinistas são aliados do movimento homossexual”.
Será que Wyllys estava se referindo aos EUA, onde a maior denominação presbiteriana ordena pastores gays e promove um liberalismo e esquerdismo que fariam os ossos podres de Karl Marx estremecerem de alegria em seu túmulo?
Se estava falando do Brasil, com certeza, ele estava se referindo ao Genizah e outros tabloides calvinistas que clonam seu sensacionalismo liberalóide. Dá para incluir o Mackenzie nisso? De forma direta, acho que não. Mas indiretamente, é uma possibilidade. O chanceler não é um liberalóide, mas sua descrença no poder do Espírito Santo na vida dos cristãos de hoje o torna vulnerável às ciladas e pressões politicamente corretas.
Ao descrever o chanceler, o Dicionário Babylon (conforme acessado em 2 de março de 2013) diz: Augustus Nicodemus Lopes “acredita no fim da revelação divina através de dons espirituais como profecia, bem como não acredita na manifestação de línguas estranhas como sinal de atuação do Espírito Santo para os dias modernos. Por esse motivo, é considerado por escritores pentecostais como cessacionista e elitista em sua interpretação das Escrituras”.
Augustus+Nicodemus+no+Babylon.JPG
Talvez tivesse faltado orientação divina para saber quando não ceder ao feroz ativismo gay e quando agir evangelisticamente. “Onde não há visão profética”, diz Provérbios 29:18, “o povo de Deus tropeça”. Outras versões dizem que o povo de Deus chega a perecer. Tudo isso, conforme diz a versão King James Atualizada, porque “Um povo que não aceita a revelação do SENHOR” tropeça, e alguns estão fazendo essa escolha infeliz por acreditarem numa teologia que determina que visões proféticas de orientação ministerial e pessoal não são possíveis fora dos tempos da Bíblia.
Seja como for, com ou sem visão, é óbvio que a Universidade Mackenzie não convidou Wyllys para propósitos evangelísticos.
Talvez quisessem apenas usar a presença famosa dele para que a grande mídia esquerdista, que tanto paparica Wyllys com holofotes e propaganda, notasse que a ANAJURE existe.
Tal tática, se realmente foi usada, é um meio estranho de alcançar visibilidade e holofote, especialmente para cristãos, que deveriam crer que Deus honra aqueles que O honram, e dá visibilidade a quem publicamente — na universidade, televisão ou outro lugar — confessa Seu nome, conforme Jesus Cristo, a Palavra viva, ensinou:
“Digo-vos mais: todo aquele que me confessar diante das pessoas, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. No entanto, o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12:8-9 KJA)
“É Deus quem julga: a um rebaixa, a outro eleva!” (1 Samuel 2:7 KJA)
Antes, Wyllys tivesse sido convidado apenas para escutar sobre o Filho do Homem que liberta os homens do pecado homossexual.

Versão em inglês deste artigo: Gay militant Jean Wyllys at Brazilian Presbyterian University
Fonte: www.juliosevero.com

EUA x China: Estaria começando uma Guerra Fria virtual?

FONTE: http://www.tecmundo.com.br

Por Lucas Karasinski em 4 de Março de 2013

Após a Segunda Guerra Mundial – e durante quase 50 anos –, o mundo viveu sob a constante ameaça de um novo e ainda mais gigantesco conflito armado. Quando o Japão assinou o documento de rendição e colocou um ponto final na maior guerra da história, todos acharam que o mundo encontraria uma forma de viver em paz.

Contudo, não demorou para que as duas grandes potências da época, Estados Unidos e União Soviética, começassem a trocar farpas constantemente – algo que foi piorando com o passar dos anos. Espionagem entre as nações, bem como as corridas armamentista, econômica, nuclear e até mesmo espacial foram parte crucial dessa guerra que nunca foi oficialmente declarada.

Isso tudo acabou quando ocorreram diversos fenômenos políticos, como a unificação da Alemanha, a queda do muro de Berlim e o fim da União Soviética. Entretanto, parece que a tensão pode novamente tomar conta do mundo com um novo estilo de espionagem movimentando a política internacional.

Um novo campo de batalha

O mundo mudou muito nos últimos 30 anos. A evolução tecnológica é mais rápida do que nunca e a internet fez com que diversos aspectos sociais passassem a existir também virtualmente. Hoje em dia, governos, empresas, países e as próprias pessoas dependem da rede praticamente para tudo.

Conheça o prédio que pode ser o lar dos ataques virtuais chineses aos EUAQuartel general dos hackers chineses? (Fonte da imagem: Reprodução/Mandiant)

Isso, no entanto, não impede que alguns problemas possam acabar se repetindo ou mesmo se adaptando a essa nova realidade, como a tensa e duradoura Guerra Fria, que durou décadas e promoveu a tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética. Duvida? Pois saiba que isso pode estar acontecendo hoje, enquanto você lê esse artigo e comenta nas redes sociais.

A diferença é que agora, como dito acima, o mundo é muito diferente – e muita coisa acontece no campo virtual. E, se antes os EUA duelaram com a URSS, dessa vez, o país norte-americano se enrosca com outra nação de dimensões continentais: a China.

Sistemas de segurança nacional dos Estados Unidos garantem que o exército chinês vem realizando diversos ataques a mecanismos de defesa do país, além estar realizando tentativas de roubar informações industriais de grandes companhias norte-americanas.

O país oriental nega e diz que são os norte-americanos que atacam. O fato é que as evidências apontam para o início de uma nova era “nervosa” para as nações de todo o planeta. Será que essa troca de acusações é real? Há a possibilidade de isso evoluir para um conflito armado? Estamos presenciando o começo de uma nova Guerra Fria?

Anos de acusações

A polêmica começou já há alguns anos, pois desde meados de 2010 os Estados Unidos reclamam de ataques virtuais vindos de IPs chineses. Apesar de isso ser algo relativamente normal no mundo da internet, o destaque dado pelos norte-americanos é para o fato de que grande parte dessas agressões foge do comum, ou seja, não se trata de uma pessoa qualquer tentando roubar os dados bancários de algum desavisado.

EUA x China: a Guerra Fria virtual está começando

Segundo os EUA, os ataques quase seguem um padrão e têm como alvos principais as grandes companhias, as agências governamentais e as universidades que trabalham com diversas novas tecnologias – incluindo aí o desenvolvimento de armas e equipamentos militares.

Um pouco antes, em 2009, os chineses já vinham se defendendo desse tipo de acusação. Investigadores do Canadá descobriram uma rede de espionagem especializada em seguir e controlar os “passos cibernéticos” do líder religioso Dalai Lama. Além dele, diversos outros exilados do Tibete também estariam sendo monitorados.

O governo chinês nega que tais ataques ocorram – e diz ainda que não tem nenhum tipo de agência especializada em ataques virtuais. Trocando em miúdos: segundo eles, se algo realmente acontece, não tem a ver com o exército do país. O fato é que ambos os lados da história trocam acusações cada vez mais seguidamente – e com declarações com teor cada vez mais agressivo.

EUA mostram provas

Desde o fim de 2012 e principalmente agora, nos primeiros meses de 2013, as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos se tornaram mais graves. Pronunciamentos feitos à imprensa trazem informações de uma consultoria que provariam que os ataques vindos da China partiram de um mesmo lugar.

China nega ataque hacker e detém jornalistas que tentam fotografar o prédio(Fonte da imagem: Carlos Barria/Reuters)

Até aí, tudo bem. O problema é que este prédio seria uma sede governamental, mais precisamente a unidade 61398 do Exército de Libertação Popular (ELP) da China. A construção ficaria nos arredores de Xangai e, por conta do relatório, ele já foi alvo de polêmicas envolvendo algumas agências de notícias.

As informações “bombásticas” foram obtidas pela consultoria norte-americana Mandiant. Em seu trabalho, a companhia teria dados suficientes para comprovar a enorme campanha de espionagem cibernética promovida pelo país oriental nos últimos anos.

China nega ataque hacker e detém jornalistas que tentam fotografar o prédio(Fonte da imagem: Carlos Barria/Reuters)

O relatório cita que um grupo de hackers chineses sediado no local – e identificado somente como RPT-1 – estaria atuando a partir do prédio. As ações dessa equipe já teriam atingido 141 entidades diferentes em todo o planeta – a maioria delas com sede nos Estados Unidos, é claro.

Quase a olhos vistos

Mark Risher, cofundador da companhia de segurança Impermium, disse em entrevista à Agência Efe (reproduzida pelo O Dia) que os chineses estão "brandindo as suas espadas" e fazendo de tudo para mostrar o seu poder para enfrentar uma ciberguerra.

Na mesma toada, Yael Shahar, especialista israelense em segurança virtual, diz que a China não faz muita questão de esconder os seus ataques cibernéticos. De acordo com ele, a cultura do país faz com que eles “deem a cara para bater”, algo que seria como uma projeção de poder para os seus exércitos.

Chineses rebatem

Com a intensificação nas acusações contra os chineses, o governo do país resolveu se pronunciar a respeito. Apesar das afirmações de que a nação não faz muita questão de esconder os seus ataques, o porta-voz chinês negou que exista alguma agência especializada em guerra virtual. Ele negou também que os indícios apresentados pela Mandiant sejam suficientes para provar que tais invasões teriam acontecido a partir do prédio apontado pelo relatório.

Presidente da Google afirma que China é o país com hackers mais prolíficos

Além disso, Geng Yansheng, porta-voz do Ministério da Defesa chinês, contra-atacou,acusando os Estados Unidos de ser responsável por mais da metade dos avanços contra sites do governo da China. Segundo ele, 62,9% dos 144 mil ataques registrados em janeiro partiram de IPs americanos.

Ameaças reais: ato de guerra

Com a troca de acusações entre os países, o fato é que as evidências ficam cada vez mais claras e o clamor popular por atitudes dos governos cresce de forma maciça. A pressão nos Estados Unidos, por exemplo, já chegou ao governo, que exige medidas de retaliação.

Um congressista e membro do Comitê de Assuntos de Espionagem, por exemplo, cita que os últimos relatórios obtidos pela Mandiant só confirmaram atividades irregulares que os órgãos oficiais norte-americanos já haviam encontrado há tempos. Segundo ele, algo precisa ser feito a respeito.

Steve Jobs é homenageado por Obama e vários artistasPresidente dos Estados Unidos prometeu atitudes drásticas (Fonte da imagem:Reprodução/Webby Awards)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também já tem mudado o teor de suas declarações sobre o assunto. Segundo ele, invasões nos serviços do governo vindas de outros países devem ser tratadas como verdadeiros “atos de guerra” – e precisam ser respondidas “à altura”.

O mundo inteiro em perigo

Diversos filmes já abordaram os riscos de uma guerra cibernética. O fato é que muitos dos perigos mostrados nas telas do cinema podem sim se tornar realidade. Um dos grandes temores diz respeito ao fato de que as “batalhas” podem evoluir da espionagem para o da sabotagem e o da agressão.

Isso aconteceria de várias maneiras diferentes, como o próprio presidente dos Estados Unidos já chegou a reconhecer publicamente. Segundo o jornal El País, Obama acredita que uma invasão contundente vinda do exterior poderia colocar em risco todo o país, seja com o desligamento da energia ou com a confusão do tráfego aéreo de toda a nação, por exemplo.

Conheça o mapa de guerra que mostra ataques virtuais em tempo realmapa interativo com ataques virtuais (Fonte da imagem: Reprodução/HoneynetProject)

Especialistas apontam que não demoraria para que os soldados virtuais conseguissem assumir o controle de sistemas de defesa de um país. Mísseis, aeronaves e porta-aviões poderiam passar para as mãos dos invasores, algo que representaria um risco fisicamente real.

Outros tipos de ataques poderiam transformar a guerra cibernética em um evento de alcance global. Imagine se os hackers roubam documentos de tratados internacionais, fazem alterações em ajustes econômicos ou cortam o fornecimento de petróleo de um país. Com os governos sem saberem quem atacou quem, estaria instaurada uma confusão gigantesca e de proporções inimagináveis.

Hackers, as novas “estrelas”

Assim como algumas grandes empresas do mundo da tecnologia, cada vez mais a corrida pelos “gênios” do mundo da internet deve mudar de figura, com os governos contratando-os para servirem os interesses de seus respectivos países.

Hackers chineses iniciam guerra fria contra os EUA

Pessoas que saibam atacar e rechaçar invasões estrangeiras serão as novas estrelas dessa guerra fria. Se antigamente os espiões eram verdadeiros heróis, agora os grandes crânios da internet é que devem brilhar.

Os Estados Unidos, por exemplo, já lançaram mão de combatentes virtuais para realizar ações nesse novo tipo de guerra cibernética. Seus agentes especializados em tecnologia criaram recentemente um vírus chamado Stuxnet, que foi utilizado para tirar de funcionamento diversas usinas de tratamento de urânio do Irã – país suspeito de fabricar armas nucleares.

Evitando tais conflitos

Apesar de o tom das acusações entre os países ter ficado mais grave nos últimos tempos, o fato é que uma guerra, mesmo que virtual, pode não ser tão interessante assim para ambas as nações. Economicamente falando, os prejuízos seriam grandes para os dois lados, tornando-se até mesmo maiores que os lucros de se financiar o roubo de segredos industriais.

Vale lembrar que os Estados Unidos estão entre os maiores compradores de produtos chineses do planeta, por exemplo. Quem quer perder um cliente desse tamanho? O mesmo ocorre do outro lado: empresas norte-americanas são donas de dezenas de fábricas no país asiático, gerando milhares de empregos e renda para o país.

Além disso, como dito anteriormente, alguns estudos ressaltam que grande parte das invasões não visa instituições governamentais, mas sim enormes empresas, como a Google e a Intel. Roubar informações em um novo estilo de espionagem industrial também movimenta os países nesse sentido. Dessa forma, eles somente buscariam formas de “proteger” os interesses de suas companhias.

Essas atitudes protecionistas seriam muito mais uma maneira de tais nações manterem os devidos direitos das suas empresas do que buscar um conflito e, com isso, botar em risco o aparente clima de paz que domina a maior parte do planeta Terra. Isso pelo menos é que nós esperamos. Contudo, ainda deveremos acompanhar muitos e muitos capítulos dessa nova novela da política mundial e que, agora, também se passa no mundo virtual.

Leia mais em:http://www.tecmundo.com.br/ataque-hacker/37197-eua-x-china-a-guerra-fria-virtual-esta-comecando.htm#ixzz2MbPhLSpv

Análise do DVD Creio

Por Jonatha Cardoso

Com produção de Vinícius Bruno e Jarley Brandão, e direção de Alex Passos, Creio é o décimo quinto álbum do Diante do Trono, gravado ao vivo no dia 9 de junho de 2012, no Sambódromo de Manaus. Foi lançado em 25 de setembro pela gravadora Som Livre. O DVD começou a ser vendido em 4 de dezembro.

Embora os 15 anos do ministério mineiro serão comemorados no ano de 2013, o 15º álbum foi gravado no ano anterior. E esse álbum é diferente dos outros, por vários motivos. A começar, toda a pré-produção e planejamento da gravação de um novo trabalho. Em 2009, quando iria gravar o seu 12º álbum, o Tua visão, a cidade que havia sido planejada era a mesma Manaus. Entretanto, o evento foi cancelado, e a obra teve que ser, excepcionalmente, gravada em Belo Horizonte. No ano de 2011, quando foi gravado o CD Sol da justiça, Ana Paula Valadão já demonstrava uma vontade de fazer algo especial no ano seguinte, na 15ª gravação.

Tudo começou em fevereiro de 2011, quando o ministério divulgou que o álbum seria gravado em Manaus, no dia 2 de julho – sem local definido. Entretanto, os preparativos da Som Livre já haviam começado. Havia uma expectativa em um público de mais de 600 mil pessoas. Pouco depois, a data definitiva e o local foram definidos: 9 de junho, no Sambódromo. A data foi escolhida por coincidir com o encerramento da Marcha para Jesus, na cidade.

A partir desse momento, com data e local definidos, começa um trabalho de divulgação com relação ao novo álbum e a sua gravação. No início de maio é divulgado o nome do álbum – sendo que tal divulgação foi um dos assuntos mais comentados do Twitter naquela data. Um hotsite é lançado, com as letras das canções, inscrições de caravanas, bem como inscrições para pessoas interessadas em fazer parte do coral que faria parte da gravação.

No início do mês de junho, faltando uma semana apenas, os ensaios são intensificados e o palco é concluído, pela Eco Art, de Manaus – palco esse que vinha um detalha especial: Além do tradicional retângulo, onde fica a banda, à frente do palco seria construída uma estrutura em formato de um “D”, estilizado, semelhante ao símbolo do DT. Também foi instalada uma cobertura especial para evitar chuva, como ocorreu na gravação do ano anterior.

Para a gravação do DVD e direção de vídeo, o ministério escolheu Alex Passos – que já trabalhou em DVDs de Mariana Valadão e Thalles Roberto. Sua escolha foi de fazer algo diferente ao que o grupo geralmente fazia – como a quantidade de câmeras (13) e algumas coisas diferentes, como efeitos, que posteriormente seriam mudados para o DVD. Ele optou por não usar telas de LEDs no palco. Além disso, durante o show haveria a participação da Companhia de Artes Dinamys.

Chegando o grande dia, a gravação, que começou às 17:15, contou com a presença de 350 mil pessoas no sambódromo – embora, na Marcha para Jesus, o público tenha sido de 750 a 800 mil pessoas. Tivemos a participação, além do Pr. Márcio Valadão, de Antônio Cirilo, de Asaph Borba, e dos outros cantores, que falarei ao longo da análise.

Primeira coisa que eu quero adiantar a vocês. Tenho um carinho muito grande pelo Diante do Trono. Admiro-o como ministério que fez a minha infância e adolescência com músicas que marcaram, não só a minha vida, como a de milhões de pessoas. Cheguei até ir à gravação do DT8, em Porto Alegre. Entretanto, de alguns anos para cá, não tenho mais acompanhado o ministério. Aliás, não o faço, não por falta de tempo, mas porque não gosto das mudanças que o Diante do Trono fez, não só nos seus participantes, como também no estilo de músicas. Assim como o Hillsong, não tenho o costume de ouvir os últimos CDs deles. Por isso, ao fazer essa análise, faço-a de forma completamente isenta, elogiando o que deve ser elogiado e criticando o que o deve ser.

Confesso a vocês que a capa do CD me agradou mais que a do DVD. Embora, como muitos comentam, a capa está um pouco “clichê”, o cenário do sambódromo com os fogos de artifício ficaram muito bons. Só não gostei da imagem da Ana Paula no alto. Acho que o ambiente do sambódromo apenas seria suficiente. Achei legal a palavra CREIO com um destaque para “REI”. Bom trabalho da Quartel Design.

Quando coloco o DVD pra rodar, temos inicialmente uma abertura rápida, com takes interessantes de Manaus, enquanto se exibiam créditos (é, os créditos) dos integrantes do ministério. Sinceramente, não vejo motivo nisso, mas…

Primeira imagem do local. Um sambódromo completamente lotado. A imagem do palco em forma de D é belíssima. Ao redor dele, temos um coral de aproximadamente 10 mil jovens, todos com luvas brancas. O público, ao redor, se mostra – você verá ao longo de todo o DVD – muito empolgado e alegre, pulando e cantando sem parar. Se depender do público presente, promessa de DVD muito legal e empolgante.

Começamos o show com uma bela introdução, na guitarra e na percussão – percussão essa, tocada em homenagem a cultura daquele povo. Bem animada, começamos com Toma o teu lugar, cantada por Ana Paula. A bateria, de Thiago Albuquerque, é bem forte – junto das guitarras. A letra é boa. Acho que a música não combina com o estilo forte – a bateria é, algumas vezes, forte demais; porque não dizer, exagerada. Várias vezes não dá pra ouvir os instrumentos – só a voz. Bons toques do baixo.

Prosseguimos com Canta minh’alma, que tem uma introdução bem legal, na guitarra e na bateria. Junto dela, temos efeitos pirotécnicos, os mesmos que se veem na capa do álbum – achei um pouco exagerado. O coro do backing, cantando “ô ô ô ô ô” é bem legal. A pegada da música é interessante, acompanhada de uma letra simples, mas curta – cujo coro vem do hino 375 do Cantor Cristão (Segurança). Boa participação da guitarra – embora, novamente digo que a bateria continua bem forte. Adorei ver a Marine Friesen tocando violão e backing – me lembrou bastante o Reuben Morgan, no Hillsong. Destaco a liberdade de movimentação do backing – essa canção é um grande exemplo – diferente do que estamos acostumados, de um backing fixo em um lugar.

A próxima, Enquanto eu viver, é uma versão – adianto que todas as versões desse álbum são da Gateway Worship, incluindo seus arranjos – de Everyday I live. Um excelente dueto de Ana Paula com o talentoso Israel Salazar – embora seja a voz dele que mais apareça na música. Gosto dos arranjos – mesmo fortes, como os anteriores, se encaixaram bem na letra. Aliás, letra essa que eu gostei muito. Belo backing. Bela participação do coral.

Tranquilo, assistindo o DVD, de repente, entra uma porta. A impressão que eu tinha era que o grupo iria cantar alguma canção que tivesse relação com aquela porta. Então, a mesma começa a ter uns efeitos, como se houvesse uma corrente elétrica nela e, do nada, Ana Paula entra na porta e desaparece do palco e aparece em um cenário, para cantar em um clipe – isso mesmo, um clipe no meio do DVD. Eu achei, simplesmente, ridículo. Nada combina com uma gravação de um DVD de adoração, e não um “show gospel”. Mas, claro, é opinião pessoal.

O clipe é da música Jesus amado, que foi gravado na tarde de 11 de junho, no Parque Jefferson Peres. Durante o clipe, algumas imagens de Manaus e do próprio Amazonas. A música começa suave, só no violão de Marine – com alguns bons toques de teclado. Quem comanda é o trio Ana Paula, Rodrigo e Saara Campos. Gosto da guitarra de Jarley Brandão. Aos poucos, a música vai ficando pesada, principalmente no coro – se a música permanecesse suave, ficaria perfeita. A ideia do clipe no meio do DVD é diferente… Eu acho que o DVD não é uma obra de arte, mas um registro audiovisual de uma noite de adoração; por isso, o clipe ficaria perfeito se fosse um extra. A letra é muito bonita.

Voltando a gravação ao vivo, infelizmente, a minha favorita não está no CD – só no DVD. É Tudo para mim, versão de My everything. Solada por Ana Paula, temos o piano de Vinicius Bruno, no meio do palco em forma de D. A música começa suave, com imagens em preto e branco. Toques de orquestra de cordas dão um toque especial. A letra é belíssima. A voz de Ana Paula é excelente, com aqueles contrastes de suavidade em alguns momentos, e peso em outros – principalmente no coro. A música é maravilhosa, linda demais.

Um dueto de Ana Paula com Guilherme Fares nos traz Grande Deus, versão de Great great God – aliás, a voz do Guilherme é excelente. A introdução é bem legal, no teclado, com toques de guitarra e de bateria – enquanto, ao mesmo tempo, no meio do palco em D se ergue uma cruz. A letra é tão linda quanto à música. A condução no violão é excelente. Belos toques de guitarra. Embora a música ganhe bastante peso no final, a voz do dueto se encaixa bem.

Escudo e proteção, versão de Sun & shield, é cantada por Salazar, Marine e Amanda Cariús. Tem uma pegada, no início, bem diferente das anteriores, com uma estrofe inicial mais leve, só no teclado. Os arranjos no coro ganham mais força. Gosto da voz, que é suave na estrofe, mas fica forte no coro. A letra é muito legal. No final da canção, ainda tem um espontâneo, onde todos cantam “Eu confio, eu confio em ti”. Muito bom.

Depois da canção, Ana Paula se ajoelha no palco e, com um efeito, ela vai para outro clipe. É a cançãoCreio, cujo clipe tem imagens de Ana nas casas dos ribeirinhos e o grupo na popa de um barco, navegando exatamente no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Sobre a música, tem uma introdução bela, na guitarra e no teclado. Bela participação do violão. A letra é muito linda, e a interpretação de Ana Paula é perfeita. O clipe ficou excelente, mesmo sendo a música-título – queria vê-la ao vivo nesse DVD. Não gosto do peso no final da canção – preferiria a condução do restante da mesma.

Continuamos com O vencedor, versão de Victorious, conduzida pelo quarteto Salazar, Rodrigo, Guilherme e Tião Batista. Esse trecho o DVD se destaca, não pela música, mas pela encenação que o grupo de teatro fez durante ela. As cenas são lindas demais, principalmente na no momento em que o ator interpretando Jesus surge no palco. Sem dúvida, a encenação se destacou mais – para essa encenação, não poderia ter sido tocada uma música tão pesada, mas sim uma canção leve e suave.

A próxima é Porque estás comigo, que é interpretada – e até mesmo coreografada – por Ana Paula Nóbrega – por falar nela, dá pra perceber como a qualidade da voz dela cresceu muito ao longo do tempo. A letra é bem forte, assim como a música e os arranjos. A voz da Ana Nóbrega combina muito mais com canções pesadas do que a voz de Ana Paula Valadão. A ideia do homem cuspindo fogo e a mulher no aquário com água é, digamos, diferente…

Após a canção, Ana faz uma ministração – mais de 10 minutos – com uma palavra poderosa, de vitória e de força. Para combinar com a palavra, arranjos bem fortes. Percebo, claramente, que, de todos do Diante do Trono, Ana Nóbrega tem a melhor “condução de palco” de todos, pois sabe comandar muito bem o público, tem uma excelente voz e uma autoridade no que fala.

Continuamos com Em tua presença, versão de When I’m with you. Tem uma introdução bem interessante, leve. A estrofe e seu início são suaves, mais no teclado e na bateria leve. Gosto da letra. A música, aos poucos, vai ficando mais forte. Carrega bastante guitarra. Confesso que queria ouvi-la em uma versão apenas com teclado. No final dela, uma belíssima e edificante ministração, falando sobre a pérola.

Só um relance, solada por Ana Paula, tem um arranjo que me agrada, leve na bateria e com bons toques de guitarra. A voz de Ana ficou muito bem colocada na música, assim como o excelente backing, apoiando – aliás, essa música exigia bem mais do vocal do que do instrumental. Belíssima canção com também bela letra.

A próxima canção é uma das especiais dessa gravação. Santo, santo, santo, versão de Holy, holy, holy (Savior & King), tem uma condução de Ana Paula, com a participação de Mariana e Felippe Valadão, além de Thomas Miller, da Gateway Worship – onde ele e Ana cantam o coro da versão em inglês. Pra quem não conhece essa canção, suas estrofes são os versos da belíssima canção presente em vários hinários cristãos – mas com um coro especial.

Uma nova encenação, onde quatro pessoas trazem caixas com bolas coloridas, em que elas são derrubadas no palco, trazem uma transição para um clipe. E não era qualquer clipe. Era o clipe dePreciso de ti, gravado em uma tribo indígena, cuja música ganhou uma nova roupagem, feita pela Gateway Worship. Sinceramente, os arranjos ficaram muito ruins. Faltou um violão no início, e não um teclado. As notas do coro foram trocadas erroneamente, e tiraram toda a essência dele. De forma alguma a música poderia ter ficado sem backing vocal. Foi uma pena, pois a canção original é infinitamente melhor que essa nova roupagem.

Voltando ao show, temos um novo momento especial. A música Casa de oração trouxe para o palco a Pra. Ludmila Ferber, além do Ap. Gilmar Britto e da Pra. Ana Lúcia Câmara – ambos representando a igreja de Manaus. A letra é muito bonita, com uma mensagem forte, principalmente no coro. A interpretação é excelente. Uma bela música, novamente com uma bateria pesada e exagerada. No final, uma ministração linda e poderosa sobre a unidade da igreja.

Pra encerrar o show e o DVD, temos a canção Vinho novo, interpretada pela Ana Paula. Uma bonita letra, conduzida com belos toques do violão e da guitarra. Temos novamente uma música pesada e forte, como as primeiras. Destaque para a participação do público – a essa altura, com várias horas em pé, sem desanimar. No meio da canção, temos uma transição, onde o pós-coro é cantado em um clipe, semelhante aos anteriores, em um ponto de Manaus.

Além de tudo isso, os créditos são passados tendo ao fundo uma confraternização do grupo às margens do Rio Amazonas. E ainda tem os extras, como a Visita aos Ribeiros, que é exibida enquanto se canta a canção Luz na escuridão.

Confesso a vocês que faz alguns anos que não ouço as últimas produções do ministério. Quando assisti a esse registro em DVD, confesso que várias coisas não me agradaram – falo mudanças, sim, naquele tradicional Diante do Trono a qual estava acostumado. Acho que, ao longo desses últimos anos, o Diante do Trono perdeu um pouco de sua identidade e se tornou parecido com o Hillsong – não só no momento atual como também quando analisamos o seu passado. Também tem havido muitas influências com a Gateway Church (de Dallas, no Texas), e o seu ministério de louvor. Tanto é que quase a metade desse CD é composto de versões e arranjos da Gateway – o que me deixa extremamente chateado, pois o Diante do Trono só é o que ele é hoje graças aos seus primorosos arranjos próprios em todo o CD – inclusive nas músicas versionadas dos primeiros álbuns – e suas composições belíssimas, como Águas purificadoras, Preciso de ti, Coração igual ao teu, Exaltado, Eu nasci de novo, entre outras.

Entretanto, não posso negar, de forma alguma, que o ministério continua tendo, não só uma qualidade musical admirável – mesmo com a substituição de todos os seus integrantes (exceto o Elias Fernandes, firme na sua guitarra). Além disso, mesmo que de uma forma diferente, o ministério continua transmitindo uma unção e demonstrando uma essência de adoração que poucos ministérios conseguem ao longo desse tempo. Não é a toa que em apenas 15 dias o CD se transformou no líder de vendas nas grandes lojas, conquistando, com 80 mil cópias, o Disco de Platina. Com o DVD não foi diferente: Foram 50 mil cópias vendidas, e outro Disco de Platina. E a expectativa é que os números continuem a crescer. E o ministério também.

Deus te abençoe!

@jonathacardoso

O discurso vazio de Roberto Aguiar

O discurso vazio de Roberto Aguiar

Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas…
Salmo 19: 12
Wanderley Dantas
Eu e minha esposa assistimos ao filme “O menino com pijama listrado”. Um filme forte sobre um tema trágico: o assassinato em massa ocorrido durante a 2ª Segunda Guerra e que ficou conhecido como Holocausto. Logo no início do filme, é apresentada a frase de John Betjeman que vai justificar a trama daquela narrativa: “A infância é medida pelos sons, aromas e cenas, antes de surgir a hora sombria da razão”.
Ainda nos primeiros minutos do filme, fomos surpreendidos pela cena em que o oficial nazista aparece no alto de uma escada e a câmera o focaliza de baixo para cima e, naquele momento, a orquestra passa a tocar um hino protestante, cujo título é “Altamente os céus proclamam”, baseado no Salmo 19. Um hino austríaco de louvor e adoração em que lemos o seguinte verso de uma petição a Deus em português: “Esclarece as nossas mentes”. Assim, o diretor conseguiu transmitir para nós o efeito do desconforto da cena: sim, a Igreja Luterana apoiou o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães!
O apoio da Igreja Luterana e de outros cristãos protestantes ao regime nazista é uma questão historicamente indiscutível. Foram pessoas que se colocaram a serviço do Estado, porque julgavam que a obediência, a submissão incondicional ao partido é um exemplo cristão a ser defendido. Na história do cristianismo, vemos muitos exemplos de uma promíscua cristandade subjugada ao Leviatã — este monstro contrário a tudo aquilo que se chama Deus.
Cristãos serviram aos regimes totalitários comunistas, defenderam teologias marxistas e divulgaram teologias pagãs em suas igrejas. Enfim, paira sobre a cristandade a vergonha do sangue de inocentes derramado pelo Estado com o apoio de cristãos e esse sangue não é o do Cordeiro de Deus.

Dietrich Bonhoeffer

Todavia, em meio a hipocrisia de tantos que possuíam um discurso contraditório com suas vidas, aprouve ao Senhor levantar irmãos que se puseram contra o Estado, uma vez que uma igreja adormecida ou vendida ao mundo e sua filosofia não o fazia. Homens como o teólogo pastor alemão, Dietrich Bonhoeffer, que participou de um complô para assassinar Hitler.
Bonhoeffer é um exemplo, mas não é o único, daquilo que podemos chamar de ativista cristão, embora pessoas como ele sejam condenadas por Roberto Aguiar em seu artigo “O ativismo vazio de Julio Severo”, publicado por um blog calvinista (aqui).
Roberto Aguiar começa seu infeliz texto com algumas definições sobre o que seria o ativismo para, logo depois, dizer que na Palavra de Deus não existe nem mesmo espaço para que o cristão seja um ativista, nem mesmo usando usando os meios legais e eleitorais que a própria democracia oferece. Veja a definição exposta por ele em seu artigo:
“Usualmente, ativismo pode ser entendido como militância ou ação continuada com vistas a uma mudança social ou política, privilegiando a ação direta, através de meios pacíficos ou violentos, que incluem tanto a defesa, propagação e manifestação pública de idéias até a afronta aberta à Lei, chegando inclusive à prática de terrorismo. Dentro do enquadramento legal e eleitoral das democracias representativas, toma habitualmente a forma de atividade político-social — remessa de cartas, organização ou participação em reuniões, emissão de textos, entrevistas à imprensa e a dirigentes políticos em prol da postura de preferência; promover ou simplesmente seguir certos comportamentos que estão delineados ou que se estima que contribuam para a causa — tal como o boicote de certos produtos de consumo (ou a recomendação de outros), nas compras individuais ou de grupo; ou ainda a realização de manifestações públicas organizadas, tais como marchas, recrutamento de simpatizantes, coletas de assinaturas em apoio a manifestos favoráveis à causa ou contra algo que prejudique a causa. O ativismo pode também assumir a forma de protesto passivo, de greve, de desobediência civil ou de franca militância ativa, como é o caso da invasão de terrenos ou propriedades, motins e, em caso extremo, o terrorismo e a guerra civil” (grifo meu).
Antes de começar sua exegese anacrônica, ele declara que estamos vivendo “o princípio das dores”, tempo de enorme confusão em que a própria igreja absorveu o mundo e seus princípios e que o exemplo dessa nova igreja mundana seria Julio Severo, chegando a concluir que Julio Severo “advoga em causa própria”. Ora, o que é advogar em causa própria? É defender uma ideia ou prática que você mesmo adota a fim de que seja aceita por todos como algo legal.
Seria isso o que Julio faz quando ataca a bandeira do gayzismo? Seria isso que ele faz quando expõe os crimes da pedofilia e do aborto? Esta acusação de Roberto Aguiar é tão confusa quanto a construção do seu primeiro parágrafo. Não é coincidência, então, que realmente não façam o menor sentido as suas palavras. Porém, o texto seguirá com outras incongruências. Vejamos.
Como o autor do texto mesmo diz, ele parte da seguinte premissa: não existe algo como “ativismo cristão” na Bíblia. Bem, nem precisa demorar muito para perceber que Roberto Aguiar foi traído pelas próprias palavras a partir da definição que ele mesmo deu do que é ativismo. Ora, segundo ele mesmo trouxe, um dos ambientes para que o ativismo ocorra é a democracia (veja meu grifo), que, obviamente, não está ali no texto bíblico.
Será que ninguém disse ao Roberto por que que não estaria na Bíblia algo como um governo democrático? Então, ele já construiu a sua premissa sobre uma falácia. Em outras palavras, se, segundo a própria definição que ele trouxe, um dos ambientes para o ativismo é o Estado Democrático de Direito e na Bíblia não existe este ambiente, então, obviamente ele não vai achar ativismo dentro dela! O nome desse tipo de erro exegético é anacronismo. É a mesma coisa que concluir que não podemos votar, eleger deputados e senadores porque não tem isso na Bíblia.
A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática, então, se não há voto direto e secreto para presidente, não podemos exercer esse direito que a democracia nos oferece. Ora, se a premissa que vai sustentar todo o restante do texto dele já é um erro histórico e exegético, logo… Entretanto, há outras ideias tão infelizes que não posso me furtar de expô-las aqui como exemplos de uma má argumentação e como aviso aos meus irmãos cristãos. Sigamos.
Roberto Aguiar se contradiz quando afirma que, na palavra de Deus, religião e estado não se misturam. Isto não é verdade, mas, lá na frente, ele mesmo vai citar o Antigo Testamento e as teocracias que sempre existiram no texto bíblico, então, já que ele não viu, vamos fingir que também não percebemos o lapso do autor. Ele vai trazer aquela passagem do imposto (se é justo ou não pagar) para provar que há separação entre o Estado e a Religião.
O problema desse argumento é: o que é que isso tem a ver com o ativismo de Julio Severo? Julio Severo anda pregando que o povo de Deus deva parar de pagar impostos (embora, como cidadão, ele até tenha direito de defender essa ideia)? O Julio Severo deixou de pagar os seus próprios impostos ou obriga alguém a fazer o mesmo? Ora, porque se isso acontecer, então não é “ativismo” no sentido que o Roberto definiu no início do seu texto, mas crime.
O que Julio tem feito é exercer o seu direito democrático de cobrar do Estado que os nossos impostos sejam mais bem aplicados. Qual o problema disso? Ah, claro! Não está na Bíblia… Então, já que a Bíblia não fala sobre exigir que o Estado defenda o cidadão de bem, deixemos que continuem gastando nosso dinheiro com troca de sexo para travesti no SUS, enquanto tantos outros morrem na fila por falta de recursos mínimos para a saúde pública. É realmente a melhor interpretação do “dai a César o que é de César”…
Aliás, Aguiar usa o mesmo texto para dizer que está “implícito” que o que Jesus queria ensinar era a “obediência ao estado incondicional”! Roberto! Pode escrever IMPLÍCITO em letras bem garrafais, porque usar esse texto sobre imposto para convencer que devemos obediência incondicional ao estado só pode ser a mesma exegese feita pelo pastor nazista Walter Hoff, que disse:
“Em todos os tempos, os homens de Deus tanto da bíblia, como fora dela, foram exímios cumpridores da lei, submissos a toda autoridade legalmente constituída ou não, jamais sendo suas vozes ouvidas em um tom de contestação”.

Roberto, em qual escola você andou estudando história? E os mártires que morreram nas covas dos leões, confrontando César e dizendo que só há um Senhor? O próprio Calvino, que pregava que não devemos acatar um Estado que governa com injustiça e incompetência, mostra que não há essa tal “obediência incondicional” e que o cristão deve buscar os meios de resistir à tirania:
“Se existirem [magistrados do povo estabelecidos], não é parte de minhas intenções proibi-los de agir em conformidade com seu dever de resistir à licenciosidade e ao furor dos reis; ao contrário, se eles forem coniventes com a violência desenfreada [dos reis] e suas ofensas contra as pessoas pobres em geral, direi que uma tal negligência constituiu uma infame traição de seu juramento. Eles estão traindo o povo e lesando-o daquela liberdade cuja defesa sabem ter-lhes ordenada por Deus”.
Veja que Calvino apela para que a sociedade tenha mecanismo de defesa contra a licenciosidade e o furor dos reis (veja que o contexto aqui não é de perseguição religiosa de um Estado contra o cristão). E até mesmo, mostra Calvino, que tais representantes do povo deveriam “deitar insígnias” (passar o machado nestes reis e príncipes abusivos). E quais os meios legais que temos hoje para resistir a um Estado que se coloca frontalmente contra os valores do Evangelho? A justiça e os meios de livre expressão de pensamento (estes, inclusive, garantidos por lei). É algo diferente disso o que Julio Severo está fazendo?

João Calvino

Mas Calvino também exige que a Igreja (e não apenas a sociedade leiga) cobre do Rei e dos Príncipes que esses sejam bons administradores dos bens concedidos por Deus. Para Calvino, a Igreja deve julgar o Estado e exigir que esse saiba resolver bem as questões de desigualdade social e exploração.
Mas posso citar muitos outros exemplos que, quando necessário, cristãos assumiram a responsabilidade da desobediência civil.
Quantos cristãos resistiram ao regime da escravidão?
Quantos cristãos desobedeceram às leis injustas de um Governo legitimamente estabelecido, mas que perseguia e oprimia ao próximo?
Quantos pastores se submeterão à lei defendida pela Marta Suplicy que confinou a pregação de temas contra o homossexualismo às dependências internas dos templos?
Quantos pais cristãos ficarão submissos ao Estado quando esse acusar seus filhos de homofóbicos, porque terão aprendido dentro de suas casas a Palavra de Deus?
Quantos abaixarão suas cabeças subservicientemente ao Estado, quando esse tiver legalizado a maconha, o aborto em todas as suas situações e não pudermos mais pregar sobre o pecado, a justiça e o juízo?
Sim! Para Calvino, o Estado e a Igreja eram coisas separadas, mas tinham uma mesma origem: Deus. Ambos, portanto, deveriam servir para a glória daquele de quem provém toda autoridade.
Além de Calvino, poderia citar também Lutero e muitos outros, mas faço questão aqui de lembrar do nome de Francis Schaeffer, que escreveu um livro maravilhoso sobre o papel do ativismo cristão, chamado “Manifesto Cristão”.

O problema, segundo a argumentação de Roberto Aguiar, é que nenhum destes exemplos de ativismo de cristãos notórios que há e houve na história estão na Bíblia — nossa única regra de fé e prática… Isto apenas revela a maneira tacanha com que muitos entendem a doutrina da Sola Scriptura.
Continuemos. Primeiro, Aguiar disse que religião e estado não se misturavam. Depois, voltou atrás e citou todos os exemplos bíblicos de resistência ao Estado, mas os invalidou porque eram estados teocráticos e religiosos (!), então, conclui o autor, não vale porque o que os profetas faziam eram discursos religiosos contra tais Estados. Mais uma triste exegese que procura usar o texto bíblico para provar uma tese como verdadeira custe o que custar.
Ora, qual Estado na Bíblia não era religioso? Desde o Egito, passando pela Assíria e Babilônia, até Roma (inclusive Israel) misturaram religião e estado! Por que será, então, que Roberto Aguiar não consegue achar exemplos de resistência que não sejam porta-vozes de algum discurso religioso?!
Daí, segundo o autor, nenhum dos exemplos bíblicos vale, porque eram discursos religiosos a Estados religiosos (mas sabemos todos, menos o Roberto Aguiar, que em Estados religiosos até a legislação política é religiosa).
Essa exegese de Aguiar é um exemplo infeliz de pessoas que usam e abusam do que a Bíblia não fala para provarem o que ela não prova pelo simples fato de que não existia ali nada igual ao que é hoje.
Se seguirmos as falácias exegéticas de Roberto Aguiar teremos que ser contra tudo aquilo que não existia nos tempos bíblicos.
O próprio argumento de Roberto Aguiar pode ser usado contra aquilo que ele mesmo tenta defender: “Mas quando é levando pelas circunstâncias a um confronto com o estado, Jesus silencia”, ele cita, mas aí não vale, Roberto, porque Jesus se cala diante de um Estado Religioso e, segundo o seu argumento, ainda que Jesus tivesse apresentado qualquer traço de resistência contra Pilatos, seria mais um discurso religioso. Aliás, o próprio Jesus perdeu uma oportunidade maravilhosa de apresentar a Pilatos a mensagem da salvação. Será que Jesus não teria nada a dizer a Pilatos sobre a salvação da alma dele?
Ou, seguindo a tosca exegese de Roberto Aguiar, deveríamos tão somente imitar a atitude de Jesus e quando estivéssemos diante de autoridades, ficarmos também calados?… Mas Jesus NÃO ficou calado diante de Pilatos! Novamente, Aguiar escolhe os textos que defendem sua tese e esconde os que a contrariam.
Todos os quatro evangelhos registram uma resposta enigmática de Jesus a Pilatos: “Tu o sabes”. E o evangelista João mostra que houve um surpreendente diálogo entre Jesus e Pilatos, no qual Jesus afirma claramente que veio para ser Rei, embora de um reino que não fosse desse mundo. Então, um reino que estava acima, para além, maior do que o judeu e o romano.
O pior ainda está por vir. Segundo o entendimento de Roberto Aguiar, as leis morais não deveriam existir em nossa constituição, porque “querer obrigar o mundo, insubmisso a Deus por vontade própria, a seguir os conceitos de Deus que Ele exige apenas de pessoas regeneradas, é ser ignorante quanto à mensagem do Cristo e uma agressão ao livre arbítrio ofertado por Deus aos homens”. Aqui, Roberto Aguiar pega o segundo capítulo da carta de Paulo aos Romanos e o lança como se fosse refugo, mas não é exatamente ali que Paulo fala da lei que o próprio Deus escreveu na consciência e no coração dos gentios e que, por essa lei, eles serão julgados (Rm 2: 14-15)? Pior, Roberto Aguiar apela ao conceito do livre-arbítrio como se esse fosse poderoso para deter Deus, enquanto o que a Bíblia ensina é que nós é que somos escravos do pecado, por isso totalmente fracos e incapazes de cumprir a lei ofertada por Deus às nossas consciências.
Para Paulo, ao contrário do que Aguiar acredita, Deus impôs sobre todo ser humano a sua lei e esta amaldiçoa a todos nós! E, exatamente por isso, que Estados que tiveram homens cristãos na confecção de suas Constituições veem a lei de Deus servir como base e parâmetro de suas Cartas Magnas.
Roberto Aguiar é incapaz de saber pela sua exegese (ao contrário de João Calvino) que Julio Severo recebeu da Bíblia a incumbência de ser porta voz, fiscalizador, crítico de um Estado que, ainda que pagão, deverá ser um instrumento para a glória de Deus.
Enfim, como era de se esperar, uma vez que nenhum dos argumentos de Roberto Aguiar podem ser levados a sério, ele passa a atacar a pessoa do Julio, dizendo que ele está na carne de Adão, suas palavras refletem apenas um ego que precisa desesperadamente aparecer e que Julio quer é um lugar ao sol e precisa ter é uma bandeira para se motivar. Creio que a melhor maneira de se responder a isso é que eu sei quem é o Julio Severo há muitos e muitos anos, conheço seu trabalho e sua luta, mas quem é Roberto Aguiar?
Preciso terminar este texto dizendo que o Roberto chega mesmo a dizer que de alguma maneira inexplicável Julio coage os irmão a sustentarem seu ministério. Um ministério covarde, porque, segundo o autor, Julio teria fugido de uma perseguição que estaria sofrendo no Brasil. Julio teria “pensado com as pernas”, usando as palavras do Roberto. Digo, pois, que o apóstolo Paulo teria “pensado com o cesto” quando também se viu escapando escondido de seus acusadores.
Enfim, cabe dizer ao Roberto que os tais missionários de verdade, aqueles que estão sendo perseguidos hoje pela causa do evangelho, seguindo o argumento apresentado por ele mesmo em seu texto, nenhum desses missionários pode ser apresentado como exemplo, porque a imensa maioria deles estão resistindo a Estados religiosos e representantes eclesiásticos de algum grupo religioso que possui autoridade para caçar, prender e até matar. É o caso do Islã no Oriente Médio e na África, é o caso das pequenas comunidades religiosas cujos governos são montados a partir de líderes espirituais, como, por exemplo, ocorre na Índia; além disso, a nossa resistência é sempre religiosa e o Estado humanista e ateu que vem contra nós é também uma nova religião escondida sob o falso discurso da laicidade.
Do mesmo modo, o marxismo sempre teve como objetivo substituir a crença das pessoas em Deus pelo deus-estado. A própria revolução cultural que se instaura em nosso país e no mundo ocidental é um exemplo de uma guerra religiosa, porque as crenças religiosas são parte fundamental e orientadora das cosmovisões contra as quais hoje o cristianismo deve se opôr.
Evidentemente, nada do que eu disse aqui é do conhecimento do Roberto Aguiar, assim como não era do conhecimento dos cristãos que apoiaram o regime nazista alemão e que apoiam um partido político, o PT, fingindo desconhecer que ele seja corrupto, marxista e pró-aborto.
Volto, então, ao filme com o qual comecei este texto. Lembro daqueles cristãos que pensavam estar fazendo um bem a Deus se submetendo a um estado demoníaco.
Penso, também, em tantos cristãos como Roberto Aguiar que perdem um tempo enorme de suas vidas criticando com uma retórica vazia alguém que está fazendo a sua parte, enquanto tantos outros cristãos se omitem ou já se venderam ao Leviatã.
Mais uma vez, lembro daquela cena em que do alto da escada aparece o oficial nazista e um hino cristão é tocado. O oficial nazista desce cada degrau com seus passos imponentes e cheios de glória — a glória estampada em seu impecável uniforme — uma glória usurpada, porque o hino deveria ser de louvor e adoração a Deus e não ao Estado. Espero que possamos voltar a nos incomodar, chamando o mal de mal e o bem de bem e que retumbe em nossos ouvidos a petição daquele hino a Deus: “Esclarece as nossas mentes”!
Fonte: O Seringueiro
Divulgação: www.juliosevero.com

Uma historinha bem interessante retirada da Comunidade “Comunistas de Rolex“ do Facebook.

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;
5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Bancada evangélica presidirá Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados

Pr. Marcos Feliciano, nome mais provável para dirigir a Comissão de Direitos Humanos (CDH), tem atraído a ira da imprensa esquerdista, que o acusa de “ódio e crime” nas questões da agenda gay

Julio Severo
A Comissão de Direitos Humanos (CDH), comissão na Câmara dos Deputados palco de grandes embates onde o PT usa mão de ferro para impor a agenda da esquerda sexual nas políticas do Brasil, está passando por uma estranha reviravolta.
Um acordo de lideranças políticas fechado na quarta-feira, 27, entregou a presidência da CDH ao Partido Social Cristão (PSC). Ninguém até agora conseguiu compreender o motivo real por que o PT, que tradicionalmente domina a CDH, abriu mão da presidência em favor do PSC, partido que, embora tenha o rótulo de cristão, faz parte da base de apoio do governo socialista de Dilma Rousseff.
Marcos Feliciano afirmou no início da tarde de quarta-feira, 28, que seu nome seria o escolhido, e passou imediatamente a ser atacado pela grande imprensa esquerdista, que está bombardeando sua imagem e torcendo suas palavras envolvendo a agenda gay.

Marcos Feliciano

Entre os projetos de lei apresentados por ele, há um que institui o programa “Papai do Céu na Escola” na rede pública de ensino e outro que pretende suspender a decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs sobre o Brasil a união homossexual como entidade familiar. Outro projeto de lei dele pune quem sacrifica animais em rituais religiosos, prática adotada pelo candomblé.
Feliciano afirma que a CDH hoje se tornou um lugar de defesa de “privilégios” para os ativistas homossexuais. De acordo com ele, 90% do tempo da última gestão da CDH foi dedicado a assuntos relacionados à agenda gay, deixando para trás a segurança e o bem-estar das crianças.
O pastor afirma que o Cristianismo lhe dá condições de fazer um bom trabalho à frente do CDH. “O Cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra”, disse ele.
A possibilidade de Feliciano assumir a presidência da CDH causou revolta no deputado Jean Wyllys (PSOL-SP), que afirmou ser “assustador” que o pastor assuma a CDH. “Ele é confessadamente homofóbico”, disse o supremacista gay.
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), ativista gayzista que foi ex-vice-presidente da CDH, a escolha do pastor marcaria uma fase “obscura” da CDH. Segundo a parlamentar, o comportamento cristão de Feliciano é uma violência “aos princípios básicos dos direitos humanos”.
Wyllys atacou o PT por ter entregado a CDH à bancada evangélica. “A gente já sabia dessa articulação dos evangélicos para tomar a comissão de direitos humanos. E o PT abriu mão deliberadamente, mesmo sabendo. É um problema grave que deve ser jogado nas costas do PT”, vociferou ele.
Kokay discorda que seu partido assuma o possível peso da nomeação de Feliciano. “Tem que se responsabilizar quem o colocou lá (na Câmara)”, afirmou ela, se referindo à população, que escolheu eleger o pastor.
É difícil saber, nesse ponto, qual é a intenção ou jogada do PT de largar mão da CDH e entregá-la “bondosamente” à influência da bancada evangélica. Mas esperemos — e oremos — para que Feliciano não faça jogos políticos com o governo que seu partido vergonhosamente apoia.
Que ele consiga se colocar acima das alianças políticas, espertezas, manobras e maquinações do PT, dos supremacistas homossexuais e até do próprio PSC.
Com informações do Estado de S. Paulo.
Fonte: www.juliosevero.com

Entrevista com Fernandinho

FONTE: WWW.SUPERGOSPEL.COM.BR

Fernandinho, as prévias da gravação de seu mais recente projeto, “Teus Sonhos” ao vivo, em DVD, fala sobre o novo CD, sobre música, sobre adoração e sobre aposentadoria…confira abaixo.

Por Lincoln Lyra

Fala galera. Através deste texto estou retornando a escrever sobre o Reino e música, o que é sempre algo muito bom.

No final do ano passado, em São Paulo, fruto de fazer algumas entrevistas em um grande evento do meio cristão, estávamos hospedados, eu e minha equipe, num hotel em São Paulo. Logo pela manhã, ao descer as escadas pra tomar café, já era um pouco tarde, tipo umas 11h e eu caminhava para o saguão do restaurante e escuto um chamado tipo "hei… !" vindo do andar de cima. Eu olho, não reconheço direito quem era e dou um tchau.

Logo atrás vem meu produtor que fala: "Lincoln, você não vai falar com o Fernandinho?" Aí que reparei que era o Fernandinho falando comigo, voltei a subir as escadas e fui ao encontro desse que pode ser “um dos últimos grandes líderes de louvor e adoração, ainda oriundo do chamado movimento de adoração, surgido nos final dos anos 90 na nação brasileira”.

Desse encontro começava mais uma vez um super “bate papo”. Ele logo fala comigo: "E aí Lincoln? Já ouviu meu novo CD?" Na época ele estava lançando seu mais recente álbum – “Teus Sonhos” – que faz parte da base da mais nova empreitada desse que pode ser considerado, em números, um dos grandes vendedores de DVDs do Brasil. Seu último DVD – “Uma Nova História” – alcançou marcas superiores a 500 mil cópias vendidas, marcas que são, em tempos difíceis da industria fonográfica de maneira geral, incluindo mercado secular, algo realmente grandioso, logo fica nossa expectativa de que venha mais um novo grande sucesso na carreira dele nesse novo DVD.

Fernandinho sempre foi pra mim, um convidado, um entrevistado difícil. Ele é sempre um pouco tímido, de não gostar muito de câmeras ou gravadores, se mostra sempre gentil mais por vezes entediado com a idéia de mostrar-se um artista ou alguém que necessita creditar suas idéias via mídia. Se sente muito bem representado por sua música e por sua notoriedade em nosso meio, mas por incrível que me parecesse, dessa vez ele estava muito alegre a falar comigo e saber minha opinião por algo que realmente lhe empolgava. O som, o lançamento, o projeto em si fazia Fernandinho bastante motivado a falar novamente. "Brother você precisa ouvir meu novo CD." Confesso que fiquei muito curioso. Marcamos a entrevista para o dia seguinte, olhei para Felipe Vidal, o seu assessor, que acompanhava tudo e meio que confirmando ficava a expectativa de, no dia seguinte, já no stand de lançamento de seu CD, esse super papo.

Ouvi o CD e realmente fiquei muito impressionado com o som, o áudio, a mixagem, a concepção gráfica e um repertório que criava realmente uma expectativa muito boa de vendas e também da necessidade do registro deste excelente trabalho em um novo DVD em sua carreira.

Chegamos ao local marcado e logo meu produtor, Fabinho, ficou impressionado e riu prevendo dificuldades pra fazermos a entrevista, fruto da multidão que desde cedo já estava cercando todo o local (stand) do lançamento. Fui logo tentando ser visto pelo assessor Felipe e gentilmente fomos nos acomodando numa sala no interior do stand para que assim pudéssemos montar um set de gravação pra fazermos a entrevista.

Nosso meio hoje tem dimensões que, nós mesmos que trabalhamos há muito tempo com TV, Radio e mídia em geral, por vezes nos surpreendemos. Sinceramente, se o Fernandinho fosse atender a todas as pessoas que cercavam aquele stand, nós nunca sairíamos dali pelo tempo que isso iria durar. Logo chegou o Nelsinho da Onimusic, gravadora do Fernandinho, também amigo da antiga e começamos a conversar sobre nosso segmento e o que representávamos como segmento musical, uma excelente conversa, até pra distrair um pouco enquanto aguardávamos a vinda de nosso convidado, quando o Nelsinho percebeu educadamente nossa expectativa e falou: "Vocês querem falar com o Fernandinho né?" Rimos e confirmamos. Aí ele disse: "Ele (Fernandinho) não sabe que vocês estão aqui, vou avisar".

Na sequência ele foi até o cantor e falou em seu ouvido de nossa presença, a equipe da TV Boas Novas, onde tenho meu programa Galeria Clip. Percebo ele virar o rosto, olhar pra nós e fazer um sinal com as mão do tipo "vou ai"… como que um alívio não só pra nós, no sentido de que teríamos tempo a conversar com ele, bem como percebia-se que pra ele também (tipo dar um tempinho nas centenas de fotos e sorrisos congelados a serem preferidos a toda aquela multidão).

Fernandinho chega e começamos logo a entrevista. Como tinha comentado, ele é alguém avesso a ser conotado como artista, fica a “ânsia” de deixá-lo a vontade pra que a conversa flua bem, que os assuntos sejam falados livremente. Falo do projeto “Teus Sonhos” e ele já manda fortemente sua opinião sobre nosso momento como Igreja, fala dos 7 passos pra isso, pra aquilo, pra fazer sucesso e tal, e traz uma reflexão antagônica a isso, belíssima sobre os tais sonhos de Deus em nossa vida.

Fala como que um filho quando é pequeno lida com seu Pai através de presentes, mais que na maturidade quer na verdade tempo com o Pai.Neste momento lembro-me do filme “Luiz Gonzaga” em uma das conversas bem ríspidas dos dois, quando o Gonzaguinha gritando fala a seu pai que ele era o Rei do Baião, amado, meio que satirizando e diz que não o reconhece como Pai. Na sequência Gonzagão fala forte: "Sou sim, nunca te deixei faltar nada, nunca deixei de pagar seus estudos, sua alimentação"… Quando Gonzaguinha o interrompe e diz: "Quem disse que ser pai é isso… sempre quis foi estar com você, ter tempo com você, você nunca esteve perto de mim".

Creio que o Fernandinho fala de maneira linda exatamente disso, que nossa relação com o Pai eterno, deve ser de forma madura, ter mais tempo com Ele e não meramente numa relação de negociação de troca de presentes, bem característico da infantilidade humana. Devemos conhecer cada vez mais na intimidade nosso Pai e entender os sonhos Dele para conosco, tendo mais tempo frutífero nessa relação íntima.

A entrevista transcorreu super bem, Fernandinho falou sobre a identidade da sonoridade gringa (inclusive menciona um pedal de efeito de guitarra “over drive”, o “amarelinho”) e de sua preocupação e zelo em querer fazer do projeto “Teus Sonhos” algo primorozo e com excelência máxima.

Já caminhando pro final da entrevista, pergunto sobre o que devemos esperar em relação a Adoração no Brasil, a Igreja em si. Ele, de forma surpreendente, fala sobre o término do ciclo de grandes líderes de louvor e adoração no Brasil, do fim dos grandes ministros de louvor de dimensão nacional, fala que daqui algum tempo esses lideres desaparecerão, que vão ficar em suas igrejas locais, que a nação teve grandes anos na formação de líderes e que esses líderes estarão “dando conta” da demanda da Igreja brasileira, dando margem a uma possível aposentadoria. Fica a expectativa será que ele vai parar?

Você pode conferir essa entrevista na íntegra:

Super abraço, Deus abençoe muito, super valeu e Tchau Tchau !!!