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Toda poesia é flor

Toda poesia é flor
Mesmo que suja, porca, nua ou crua
Mesmo que sólida e concreta flor
Mesmo que lhe falte cor
Toda poesia é flor!

De estética aplaudida
Mesmo que falte sabor

É de encantador desenho
Mesmo que lhe saia veneno
Talvez em ardil intento maquinada,
Pode até ser bem simplória
E com cara de que não é amor

Mas mesmo assim quase toda poesia
Toda poesia é flor.

Para a moça, a mulher e a menina

Ninguém viaja como você
Ninguém diz como você
Ninguém olha o mundo como você
Ninguém adora como você
Ninguém ama como você
E Ninguém é tão bela como você
E as que são, se distinguem tanto
que é impossível compará-las contigo,
tão somente e simplesmente
porque você é única.

Película finda

[ Poema composto após a apreciação do filme “ A dama de Ferro.“]

Então , depois de assistido o filme

O pincel da emoção nos pinta a alma na cor alegre e também triste,

Que é uma exuberante tristeza de alegria.

Numa textura aquosa e num tom de amarelo

Nos refrigera e nos traz frescor.

E nos impulsiona a amar e a lembrar da vida

Mesmo que a vida, por vez ou outra tenha nos fugido um pouco.

A alma vaga na mente a graça, o amor e o tempo

E nos faz lembrar de coisas nunca sonhadas

E o peito consternado como por alegre tristeza

Nos faz pensar em Deus.

Confissão

Eu sou o maior dos pecadores, sim, sou o maior

Porque tendo conhecido a Cristo, pequei tanto, até o pó

Eu sou o maior dos pecadores, sim sou o maior

Porque flertei com a iniquidade. Me achei sozinho e só.

Eu sou o maior dos pecadores, sim, sou como o pó

Porque derramei mui lágrimas, mas vez ou outra eu volto ao nó

Eu sou o maior dos pecadores, sim, sou como o pó

Porque conhecendo meu pecado, não conheço, nem um só

Que tenha pecado mais que um cristão que é como o pó

Eu sou o maior dos pecadores, sim sou o maior

Porque conhecendo os pecados e o coração de dentro em mim

Eu vejo-me melhor do que qualquer outro com um olho só

Eu sou o menor dos pecadores, sim, sou o menor

Porque Cristo, grandioso em Glória

Na Cruz de toda vitória

Me fez justo e limpou-me

Com sublime amor, perdoou-me e fez-me como um justo

Mais justo que o próprio pó.

O Sonho do ministério

Eu não posso ser ministro

Há em mim tanto pecado

Que eu fico aqui calado

Orando no meu coração

E tomando a negação de que não posso ser ministro

Planejo a vida pacata, casado com a loira mulata

Criando filhos no amor e

Honrando sempre ao Senhor

Fico no escondido adorando

Quando peco peço perdão pra quem sabe

Vinda a Restauração

Deus não ouve a negação

E não me faz do sonho real

Dando-me dom pastoral.

Erros morais

Imagem

 

Meus erros morais são maiores  que os seus

Por isso não te julgo nem te julgarei mais!

 

Em pensar que em Tocqueville a França amou os EUA

E os EUA em Mark Twain se fizeram suíços.

 

Amantes todos de uma Monarquia  Constitucional

Pelo que canto história em poesia Liberal

 

Viva a rainha, a ilha e a coroa britânica

Meus pecados e os seus: erros morais

Afoguemos eles todos no mar da Inglaterra! 

Flamengo e Vasco, amantes daqui.

Quando pensei este blog, entre outras coisas, pensei num blog onde eu pudesse deixar soar mais alto minhas opiniões pessoais -mais do que apenas poesias-, como é de se esperar de um poeta, e também para diversificar, pra fazer outras coisas que eu tinha vontade, mas ao mesmo tempo, a ideia é centralizar aqui toda minha produção ao longo desses anos, que é basicamente de poesia, mas com alguns outros tipos de textos, no caso, mais raros. A poesia abaixo fala sobre  duas rivalidades: uma teológica, representada por luteranos e calvinistas, que poderia ser muito bem entre armenianos e calvinistas(sic), e outra das torcidas que batem de frente e são a expressão máxima da rivalidade no futebol carioca: Flamengo e Vasco.

Não, eu não quero morrer(risos), mas achei a ideia tão genial que não poderia deixar de escrever (risos). Que fique aqui gravado um exemplo de tolerância e amor. Espero que você divirta-se com o texto. Que Deus nos abençoe. Beijos! 😉

Luteranos e Calvinistas: Flamengo e Vasco

Luteranismo e Calvinismo se combinam 
assim como Flamengo e Vasco. 
E não é blasfêmia ou afronta
É tradição e paixão
Amor e classe
Como se um inglês casasse com uma suíça
Ou um alemão com uma inglesa
Escocês com paraguaia
Americano com dinamarquesa
Dinamarquês com mexicana
Brasileiro com holandesa.

Flamengo e Vasco se combinam como 
Música e Filosofia
Campeão e vice
Cavalheiro e dama
Seu destino é  como os lutadores respeitosos, embora façam birra de matar.

Flamengo e Vasco podiam ser duas metades de uma camisa:
Uma, herança portuguesa, outra, garra com certeza.

Flamengo e Vasco são como luteranos e calvinistas que se parecem irreconciliáveis mas que se encontram no final da estrada, porque se amam e porque se gostam e porque não vivem um sem o outro pra sempre… No sempre onde ninguém é nada mais além de ser.