A fibra moral dos super-heróis

Sabe uma coisa que é bem legal do evangelho? De repente você está assistindo o primeiro filme da nova saga do Homem-Aranha e ali está! Um princípio do Amado!

 

Confesso que eu comecei atrasado  a nova saga do Homem-Aranha. Demorei pra ver. Meu herói preferido é o Batman. Ele representa, pra mim, a justiça de uma forma muito especial… Bom, mas esse post não é sobre o Batman…

Super-heróis são interessantes porque eles são cheios de conflitos e dilemas… Algumas vezes  parecem mais humanos do que nós! Os seus defeitos, no entanto, são bem acentuados pra que nos pareçam grandiosas as suas corajosas ações. “Só se demonstra força quando se tem fraquezas“ e assim por diante… Embora a maioria deles seja dotada de super-poderes, os dotes especiais são apenas uma casca fina do ponto de vista espiritual. O que realmente move os seus corações é o senso de dever, a coragem, a responsabilidade, o amor ao próximo, as pequenas e grandes redenções! A lição que nos deixam é a de que existem forças para além de habilidades sobre-humanas e incríveis.  São forças oriundas de uma fibra moral que é, obviamente, interior, forças estas que sobrepujam os seus dons naturais ou sobrenaturais.

Interessante é perceber que tanto Superman, quanto Batman ou Homem-Aranha, por exemplo, fazem parte do mundo Pop.  E não é de espantar que esta natureza dos heróis onde dilemas se contrastam com virtudes misturadas a feitos fantásticos seja fruto da cultura mais cristianizada do mundo. É a ética protestante moldando o pensamento americano, e não é só isso, influenciando o gosto popular de milhões de pessoas ao redor do mundo. Embora os fãs de quadrinhos ou HQ´s – escolha o que preferir, não sou especialista- sejam nativos de todas as partes do globo, a origem deste fenômeno de super-heróis, é majoritariamente americana. Este é mais um sinal de que o povo que até pouco tempo tinha mais de 50% da população de evangélicos pode irradiar beleza para as outras culturas. Mas essa ética é responsável por construir mesmo, é a própria nação americana. Me perdoem se mudei de assunto, se houveram digressões…  Eu não estava lendo um livro da alta cultura com um drama que exagerasse e transbordasse emoções. Nem lendo um poema que me fizesse chorar. Não foi preciso escutar Bach para ser iluminado de Beleza. E por incrível que pareça não estava ouvindo um pregador e nem tive uma experiência absurdamente mística de oração pra escrever este texto. O interessante é que a experiência de hoje me faz refletir agora numa pista que eu já investiguei algumas vezes: Os EUA tiveram uma vida espiritual, moral e cultural muito intensa desde o início. A vida espiritual irradia sobre a moral que irradia sobre a vida cultural. E a alta cultura reflete na estética da cultura popular;

Queria mesmo era refletir sobre a emoção de ver um simples filme de super-herói!

 

 

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